Llamamiento

para contribuciones

Dosiers en curso

2008 / 2009

- Hacia unos eslabones sostenibles: de la producción al consumo

español   français   english   português

dph participa en la coredem
es.coredem.info

buscar
...
diálogos, propuestas, historias para una Ciudadanía Mundial

Comércio Solidário no nordeste

Pauline GROSSO, Rosemary GOMES

06 / 2003

Ouricuri, interior de Pernambuco, engrossa as estatísticas das crianças que nascem no sertão nordestino e que não chegam à vida adulta. As famílias nordestinas chegam a ter mais de 10 filhos, a maioria não sobrevive a miséria e a seca. No sertão a fome é companheira de todos, sem distinção de gênero, raça ou faixa etária. A maioria das crianças que sobrevivem vêem seus pais indo embora para São Paulo tentar uma vida melhor. Um adeus que muitas vezes se torna “até nunca mais”.

O período de seca nesta região é prolongado, a população não consegue cultivar vários alimentos, pois a terra não recebe água com freqüência. Conseqüentemente os meses de oportunidade de trabalho na roça são poucos, sem contar a grande oferta de trabalhadores e trabalhadoras desempregados que faz com que o preço da diária caia assustadoramente.

Ao completar 18 anos, a maioria dos jovens dessa região planeja ir embora, ir para São Paulo ou Rio de Janeiro.

Nem a notícia de amigos assassinados pela violência urbana das grandes cidades assusta esses jovens. Coragem? Sim, pelo que irão enfrentar. Não, pela falta de opção de emprego e renda na sua cidade natal.

Foi nesse contexto que no ano de 2001 chegou ao município de Ouricuri o Programa de Comércio Solidário da ONG Visão Mundial. Em parceria com uma ONG local chamada Caatinga, a Visão Mundial começou a formar um núcleo de aprendizado de artesanato em madeira voltado para jovens, alguns desses jovens (100 adolescentes) viram nesse projeto uma razão de não ter que tentar a vida em São Paulo.

O Projeto estimula a produção e a comercialização de porta-retratos, cadernos e diversos

artefatos de madeira reciclada. Os jovens recebem instrução de educadores preparados e

treinados para lidar não só com a produção, mas com a vida de cada um deles.

Para participarem do projeto todos devem freqüentar a escola. A produção vai para as prateleiras de lojas que promovem o Comércio Solidário. Este tipo de comércio promove os produtos de comunidades pobres que estão em busca do desenvolvimento através do trabalho.

O impacto econômico ainda não é muito grande, mas alguns já compraram uma ovelha e pretendem trocá-las por animais menores para multiplicar o investimento.

O programa de Comércio Justo e Solidário da Visão Mundial teve início em 1999 com as primeiras exportações de produtos agrícolas para a Europa. Esta experiência possibilitou beneficiar 200 famílias produtoras de melão da região de Baraúnas, Rio Grande do Norte. Com o sucesso e experiência acumulada com este primeiro projeto de exportação de produtos agrícolas, a Visão Mundial decidiu dar mais um passo importante para consolidar seu Programa de Comércio Solidário: a parceria com pequenos produtores de artesanato, e posteriormente exportação de seus produtos. A Visão Mundial iniciou em 2000 o trabalho com um grupo de 26 artesãos da cidade de Gravatá, Pernambuco. Este grupo produzia brinquedos pedagógicos e tinha grande dificuldade em aumentar suas vendas, principalmente pelo fato de não terem acesso a informações sobre adequação de produto ao mercado, qualidade, e abertura de novos canais de comercialização. Hoje 5 comunidades fazem parte deste programa. São elas: Art Ilha – Pão de Açúcar – Alagoas – 42 mulheres, OKYRA – Pão de Açúcar – Alagoas – 15 adolescentes, YBYRAH BRASIL – Oricuri – Pernambuco – 100 adolescentes, ART GRAVATÁ – Gravatá – Pernambuco – 25 artesãos e GAMR – Gravatá – Pernambuco – 06 adolescentes. Estas comunidades produzem artesanato com bordados, papel reciclado, em madeira e jóias em prata respectivamente. Exportam para 400 lojas de Comércio Solidário em Luxemburgo, Holanda e Bélgica e também atendem (uma quantidade pequena) o mercado regional (loja Mundaréu em São Paulo).

Dois containers por ano são exportados pela Visão Mundial em parceria com a Comercial exportadora (SIPARN). Todas as despesas de exportação são pagas pelo importador (Modalidade de venda = Incoterm FOB).

Palabras claves

comercio justo, economía solidaria, pequeño productor, artesanía


, Brasil, Nordeste

dosier

Economia solidária na França e no Brasil

Fuente

Entrevista

Informações cedidas por Glayson Ferrari dos Santos – Coordenador de Comércio Justo da organização Visão Mundial

ABONG (Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais) - Rua General Jardim, 660 - 7º andar - Vila Buarque Cep: 01223-010 São Paulo - SP- BRASIL - Fone/fax: (55 11) 3237-2122 - Brasil - www.abong.org.br - abong (@) uol.com.br

Coordination Sud - 14 passage Dubail, 75010 Paris, FRANCE - Tél. 00 33 (0)1 44 72 93 72 - Fax 00 33 (0)1 72 93 73 - Francia - www.coordinationsud.org - sud (@) coordinationsud.org

contacto mapa del sitio menciones legales