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Ainda a questão da formação de educadores

Aída BEZERRA

09 / 1996

A primeira pergunta que me vem à mente quando tento identificar a "crise"na formação de educadores é a que me foi feita, um desses dias, por um educador: por que a formação não forma? Eu acrescentaria: por que a formação não forma mais hoje?

Digo assim, lembrando que a preparação de mestres já foi competente, já deu conta da tarefa, já correspondeu a uma concepção vigente de educação. O que mudou? Ou o que não mudou?

Houve um tempo em que a sociedade entregava o fundamental da produção da educação - conhecimentos/valores/comportamentos - a três instituições complementares: a escola, a família e a igreja. Todas elas normativas, disciplinadoras e referidas a padrões dados como convenientes e convicentes. Em suma, um homem padrão, um ensino padrão, um comportamento padrão, uma hierarquia padrão. Tudo perfeitamente controlável e programável no tempo. O educador sabia a sua tarefa, delimitava a sua função social e a cumpria ardorosamente e valorosamente.

Isso foi bom para a produção massiva de cidadãos "úteis e dóceis".

A supremacia da razão sempre deu à escola o seu lugar de destaque, iluminada por essa auréola quase sagrada do lugar do conhecimento. A escola deveria invadir a sociedade (nessa fase mais uma abstração do que uma realidade)com os seus produtos. Deveria forjar as bases do futuro que pouca diferença fazia do presente. No fundo, ela nunca se colocou na posição inversa: sendo invadida pela sociedade e sentindo necessidade de interpretar a demanda de educação que essa invasão representava para ordenar uma resposta pedagógica.

Acho que foi isso, o "lado de fora"da fábrica de cidadãos que mudou, e muito, nos últimos 40 anos. O que decorreu da segunda guerra mundial reformulou as relações entre os povos, recondicionou as bases da economia mundial que consolidou a riqueza e o poderio de muitos e, concomitantemente, estende a miséria e disseminou a violência. O padrão, a média, foram desaparecendo. E o homem, diante dos fatos, se repaensou em direções muito diferenciadas.

E a escola, o que pode entender, apreender, de tudo isso? Em que se refez?

De qualquer modo, o que eu queria ressaltar era a distância que se criou entre a dinâmica real da sociedade, os avanços ou recuos do pensamento huano e a escola, o núcleo educativo por excelência, reconhecido como tal, ainda hoje. Não vejo como repensar a função social da escola sem tomar conhecimento das dimensões nas quais o homem se pensa hoje e sem considerar as profundas mudanças vividas pela humanidade. Não para "ajustar" o modelo mas para encontrar o caminho para fazer as escolhas das formas de se solidarizar com os destinos do homem.

Palabras claves

educación popular, educación, educador, cambio social


, Brasil

Notas

Através do insentivo à produção e leitura de fichas de capitalização de experiências pedagógicas, a rede BAM pretende favorecer a um processo de formação continuada junto a coletivos de educadores de jovens e adultos (hoje, existentes nos estados do Rio de Janeiro e Pernambuco). Está apoiado numa metodologia que valoriza a autoria e promove a interação entre educadores de diferentes contextos.

Fuente

Texto original

SAPÉ (Serviços de Apoio à Pesquisa em Educaçào) - Rua Evaristo da Veiga, 16 SL 1601, CEP 20031-040 Rio de Janeiro/RJ, BRESIL - Tel 19 55 21 220 45 80 - Fax 55 21 220 16 16 - Brasil - sape (@) alternex.com.br

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