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Globalizaçao a nossa maneira : o desafio democratico do programa DPH

(La globalisation à notre manière : le défi démocratique du programme DPH)

Cristiana TRAMONTE

02 / 1993

Durante os dias 1 a 5 de fevereiro de 1993, estiveram reunidos em Paris, na sede da Fundacao para o Progresso do Homem (FPH)cerca de 60 pessoas, representantes de diferentes grupos e organizacoes de diversos paises do mundo que vem participando do programa DPH - Dialogo e Documentacao para o Progresso do Homem, animado pela FPH y RITIMO. O programa DPH consiste basicamente na articulacao de grupos e pessoas em torno da preocupacao fundamental de democratizar a producao e o acesso a informacao, atraves de fichas inseridas num banco de dados. Quatro grupos desenvolveram os temas: organizacao da Rede DPH, Usos sociais da informacao, Informatica e Formacao.

Um dos pontos estrategicos fundamentais foi o grupo Organizacao da Rede e a proposta de descentralizacao oriunda das discussoes. A descentralizacao pode proporcionar espaco para muitas propostas a nivel de promocao de processos em torno da producao e utilizacao das fichas. Estes processos irao garantir a utilizacao do DPH, a vivacidade da informacao, a motivacao para a producao, etc. O acesso a producao da informacao e um privilegio de poucos e isso consolida a dominacao sobre a maioria. Restam ainda algumas questoes:

.Quais as condicoes objetivas para a implantacao desta estrutura?

.Quais os criterios de agrupamento de nucleos e sub-redes?

.Qual o papel diferenciado e articulado dos diferentes participantes em diversos niveis: pesquisadores academicos, nao-academicos, intermediarios, grupos comunitarios,etc.

O grupo Usos Sociais da Informacao escolheu trabalhar como um "pano de fundo" para a discussao dos outros grupos problematizando questoes dos processos da producao da informacao e sua utilizacao. Pela caracteristica filosofica do tema, seu campo de acao era muito extenso e a decisao de trabalhar como o amalgama dos outros grupos, deu uma contribuicao valiosa (que a especificidade dos outros grupos nao comportava)como foi observado nas plenarias intermediarias que antecederam a plenaria final.

O grupo de Informatica trouxe contribuicoes necessarias ja que o programa ISIS apresenta falhas para a proposta do DPH e mesmo ja existem desdobramentos que exigem pensar mais adiante. Por exemplo, a ideia do banco de imagens dentro do proprio DPH.

O grupo de Formacao teve a sua frente um desafio pois, sob sua responsabilidade, esta a tarefa de garantir o direcionamento filosofico e a proposta democratizadora do DPH e evitar o risco do tecnicismo e do academicismo. Sob sua responsabilidade tambem esta a tarefa de formar para a democracia, para a cidadania, devendo evitar a constituicao de grupos de "especialistas" que detem a verdade sobre as questoes tecnicas e filosoficas do DPH. Deve propor, em lugar da centralizacao, processos pedagogicos e participativos em torno da questao da producao da informacao articuladamente a estrutura da Organizacao da Rede. Quanto ao carater geral do evento, o primeiro ponto que parece fundamental e a proposicao de trabalho concreto nos grupos. Mesmo que tenhamos tido muitas dificuldades para elaborar propostas concretas, as discussoes representaram um verdadeiro avanco em relacao ao Encontro realizado no Rio de Janeiro, no mes de setembro de 1992. Todos ja tinham claro o alcance do desafio: o desafio de oferecer uma alternativa concreta de acesso e producao da informacao no mundo atual, o desafio de fazer a "nossa" globalizacao no sentido da democracia e da participacao social. Todos tiveram claro tambem que, ainda que o DPH tivesse uma estrutura simples (fichas num banco de dados)era uma proposta muito complexa na medida em que envolvia nao somente os produtos (fichas)como os processos pedagogicos e organizativos que poderiam e deveriam desenvolver-se junto ao ato simples da producao de fichas. Este foi um ponto de partida valioso para as discussoes e, de certa maneira, partir deste consenso ja impulsionava para alem das simplificacoes que reduzissem as propostas. O DPH deve ser mais que um banco de dados de nivel internacional. O mais importante nao e a amplitude do acervo, mas seu potencial de utilizacao por aqueles que normalmente nao tem acesso a informacoes nao-massificadas.

Mots-clés

banque de données


, France, Paris

Commentaire

A proposta da rede e uma proposta avancada se levarmos em conta a forma academicista, fria e impessoal com que normalmente se produz as informacoes, a proposicao de participacao democratica do DPH e o conteudo ousado no qual a subjetividade e um elemento importante. Isto faz com que, naturalmente, hajam muitas dificuldades de implantacào inicial e mesmo de estabelecer direcionamentos filosoficos e praticos claros. Pode-se mesmo dizer, sem medo de erros, que toda proposta que inclui a participacao democratica na definicao de seus objetivos principais, corre o risco de consumir um bom tempo no "arranque" inicial. Para evitar desgaste se poderia propor experiencias praticas e localizadas que ajudassem a estabelecer as linhas principais do DPH dentro das limitacoes que existem.

Notes

Ficha traduzida em frances, MFN 3727.

Source

Compte rendu de colloque, conférence, séminaire,…

TRAMONTE, Cristiana, DIALOGO-CULTURA E COMUNICACAO, 1993/02. (Brazil)

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