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Sistemas agroflorestais : Ecologia e produção

Coordenado por REBRAF

02 / 2005

A agrofloresta é uma forma de uso da terra em que as espécies agrícolas e florestais são plantadas e manejadas em associação, considerando a estrutura e a dinâmica dos ecos sistemas onde estão inseridas, fundamentando-se na sucessão natural das espécies. Representa a interface entre a agricultura e a floresta, aliando a produção à conservação dos recursos naturais; possibilita a recuperação de áreas alteradas e intensifica a produção em pequenas áreas por muitos anos. As espécies da regeneração natural são consideradas como componentes da agrofloresta que, com alta diversidade de vida, promove um maior equilíbrio ecológico, podendo ser uma alternativa promissora para os países tropicais, ricos em biodiversidade. Esse sistema de produção envolve práticas e conhecimentos antigos, fundamentalmente usados por índios e populações tradicionais, e há pouco tempo a ciência vem se dedicando ao estudo aprofundado desses saberes e dessa forma de uso da terra.

Atualmente, o que se encontra são poucas experiências com agrofloresta no Brasil. A maior parte identificada, generalizadamente, como sistemas agroflorestais (SAFs), que se tratam de sistemas de produção em consórcio, onde o elemento arbóreo aparece combinado com culturas agrícolas, quase nunca análogos à floresta em estrutura e função. Assim, a maioria dos SAF’s apresenta baixo nível de complexidade e diversidade, pouca dinâmica, baixo aproveitamento do potencial da ciclagem dos nutrientes. Desenvolver sistemas de produção análogos à floresta, que busquem ser similares em estrutura e função, é ainda um desafio e pode ser um caminho real para a sustentabilidade na agricultura.

Exemplos de sistemas agroflorestais

A Iniciativa Amazônica - Um consórcio em prol de um desenvolvimento rural sustentável em toda a Bacia Amazônica.

No transcurso dos 25 últimos anos, aproximadamente 50 milhões de hectares de florestas na Amazônia Brasileira foram cortados e queimados para dar lugar, em geral, a atividades agropecuárias de limitada sustentabilidade.

A degradação é mais visível nas áreas ocupadas por uma pecuária extensiva: hoje, mais de 50 milhões de hectares de pastagens já foram abandonados na Bacia Amazônica.

A Iniciativa Amazônica (IA) é um consórcio que for criado para enfrentar esta situação e buscar soluções. Ela congrega instituições de pesquisa e de desenvolvimento rural buscando orientar e apoiar para tal efeito programas alicerçados na colaboração entre instituições trabalhando em prol de um desenvolvimento sustentável e socialmente justo na Bacia Amazônica.

O consórcio foi criado em agosto de 2002 e agrega hoje: na Bolívia, o Ministério de Assuntos Camponeses e Agropecuários (MACA), as empresas governamentais de pesquisa do Brasil (EMBRAPA), da Colômbia (CORPOICA), do Equador (INIEA), do Peru (INIEA), da Venezuela (INIA). A IA conta ainda com a participação efetiva de instituições internacionais de pesquisa do Sistema CGIAR (Grupo Consultivo Internacional de Pesquisa Agropecuária): o Centro de Agricultura Tropical (CIAT), o Centro Internacional de Pesquisa Florestal (CIFOR), o Centro Internacional de Recursos Fitogenéticos (IPGRI) e o Centro Mundial Agroflorestal (ICRAF). O consórcio está buscando a colaboração da sociedade civil, contemplando empresas e ONGs o que, sem dúvida, facilitará o repasse de tecnologias inovadoras ao atores do desenvolvimento rural e a orientação de políticas públicas.

O consórcio abrange todas as áreas temáticas afetando a pesquisa e o desenvolvimento rural: a agropecuária, os recursos florestais, a biodiversidade e está dando uma atenção especial às alternativas agroflorestais de uso da terra.

Sistemas agroflorestais da Região Sul da Bahia: potencial econômico e ecológico para a conservação da Mata Atlântica

Apesar das similaridades com as demais microrregiões pertencentes a região Sul-baiana, com a ocorrência predominante de Floresta Ombrófila Densa e seus Ecossistemas Costeiros Associados, a microrregião de Valença, também conhecida como Baixo Sul da Bahia, apresenta maiores limitações físicas e químicas. Os tipos de solo mais comuns nessa área são os Latossolos e Argissolos, que apresentam, de um modo geral, menor fertilidade e maior susceptibilidade à erosão aqueles encontrados na Microrregião Ilhéus – Itabuna. Por influências culturais diversas e aspectos sócio-econômicos particulares esta região desenvolveu uma diversificação de cultivos mais intensa que as demais áreas da Região do Litoral Sul da Bahia com a introdução de seringueira, pimenta-do-reino, cravo da índia, dendê e coco da Bahia, entre outros sendo implantados consorciados ou não com o cacau.

As áreas cultivadas com SAFs tem aumentado de maneira significativa nos últimos 10 anos, no baixo sul da Bahia. Os maiores entraves à produção agrícola nas comunidades rurais do Baixo Sul são a dificuldade encontrada pelos agricultores de acesso ao mercado e na obtenção de crédito junto a instituições financiadoras. O projeto visa criar mecanismo que superem esses entraves.

O projeto foi iniciado em fevereiro de 2004 com termino previsto para fevereiro de 2006. Como instituições financiadoras do projeto constam a Conservation International/Critical Ecosystems Partnership Fund. A coordenação do projeto está a cargo da Sociedade de Estudo dos Ecossistemas e Desenvolvimento Sustentável (SEEDS) em parceria com a Universidade federal da Bahia o Instituto BioAtlântica (IBio), Serviço de Assessoria a Organizações Populares Rurais (SASOP), Escola de Agronomia da UFBA e Embrapa Solos.

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