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A mística: parte da vida e da luta

Mística, suas formas diversas, seus significados e sua relação com a organização social e a militância.

Ademar Bogo

03 / 2010

Nos últimos tempos os movimentos sociais passaram a usar a palavra mística como sinônimo de animação. Muitos até vêem a mística como uma sessão dentro da atividade política, como se ela fosse um momento apenas de encenação e pronto, daí em diante o encontro estaria liberado para “falar sério”.

Mas a mística é muito mais. Ela é a motivação que nos faz viver a causa até o fim. É aquela energia que temos e que não nos deixa dizer não, quando nos solicitam ajuda. É a vontade de estar em todos os lugares ao mesmo tempo, de querer ajudar e realizar coisas que façam a luta ser vitoriosa.

Mas então, aquela apresentação que fazemos no início dos encontros, não é mística? É também. As pessoas que se envolvem na preparação querem expressar, através de uma mensagem, as razões pelas quais lutamos, criando, de forma imaginária, o mundo que queremos alcançar, para que os presentes vejam e se animem a ajudar a construir aquela ideia, aquele sonho.

Por isto a mística é fundamental para a vida e para a luta. Sem mística na vida cotidiana, perdemos a alegria, a vibração, o interesse e a motivação de viver. Sem mística na luta, perdemos a vontade, a combatividade, a criatividade e o amor pela causa.

Neste sentido, a mística se expressa de muitas maneiras. Cada militante, homem e mulher dão de si, aquilo que possuem como carisma, talentos ou habilidades, cooperando e oferecendo-se como elementos centrais do programa, sendo a parte física e mental da tática e da estratégia do programa.

Cada qual à sua maneira, vai se oferecendo para preencher espaços nem sempre previstos. Assim ocorre quando uma equipe prontifica-se a cozinhar os alimentos para o encontro. Outros dedicam-se a melhorar e ornamentar o ambiente. Um terceiro grupo, cuida da pauta. Mais um grupo cuida da segurança. Outros preparam a cerimônia de abertura e, assim, o encontro se transforma numa grande festa, uma confraternização de seres humanos que marcaram de se encontrar para pensar o que fazer de suas vidas e das vidas de tantos outros seres e espécies.

Neste pequeno texto, vamos aprofundar este assunto da mística para que tenhamos a mesma compreensão e assim possamos valorizar a sua importante contribuição para a transformação da realidade, por isto podemos dizer que precisamos para a luta ser vitoriosa de: força, ideias e mística.

1. O QUE SIGNIFICA A MÍSTICA

A palavra mística é a representação de mistério. Usa-se geralmente a palavra “mistério” para designar coisas inexplicáveis ou coisas indecifráveis, mas neste caso não é. Mistério para a mística é saber a razão porque na luta as coisas extraordinárias acontecem.

Por que o ser humano tem a capacidade de ir tão longe na resistência? Por que desafiamos todas as forças e todos os limites, para que uma causa coletiva seja vitoriosa? Por que tomamos estranhos como aliados e os protegemos como se fossem parte de nós, simplesmente porque se identificaram como a nossa causa?

Embora a palavra Mysterión seja oriunda da língua grega , que descende de outra palavra múien, “quer dizer a busca de entender o que está escondido nas coisas”(1), a mística é a procura de explicações e ao mesmo tempo o incentivo para viver o inexplicável.

Na linguagem cotidiana poderíamos chamar este viver de heroísmo. Mas qual é a razão que faz mexer com a bravura para que um ser humano desenvolva atos heróicos? Ou seja, podemos explicar o fato, mas não conseguimos explicar a motivação que levou alguém a realizá-lo.

Se buscarmos explicações, vamos entender a mística como manifestações nas atitudes de energias, persistências, vigor e reações positivas inexplicáveis do ponto de vista analítico. Ou seja, são reações que acontecem sem sabermos de onde se originam e nem porque se manifestam com maior intensidade em uns, e menos em outros.

Para nós, mistério será sempre a dimensão de profundidade que tem as coisas. Contudo, a profundidade não se opõe ao conhecimento decifrável. Na vida e na luta, há coisas que se explicam por si só, outras nem mesmo a pesquisa consegue desvendar os seus segredos.

2. A AS DIFERENTES INTERPRETAÇÕES DA MÍSTICA

Há diversas formas de ver e de explicar a vivência da mística. Para efeito metodológico vamos tomar três referências que tratam com outros conceitos o mesmo assunto.

1° – O sentido religioso

Nas religiões usa-se muito a mística e nelas se adota costumeiramente, mais o sentido de espiritualidade, devoção ao sagrado, compenetração e adoração às forças divinas que guardam o mistério da superioridade onipotente. Estas forças influem diretamente sobre o comportamento social e leva a praticar valores, como a solidariedade, justiça, companheirismo etc.

Pela via da religião podemos chegar a duas visões da mística: uma que se manifesta nos místicos, aqueles indivíduos que tem por opção a relação cotidiana com a divindade para explicar e solucionar os problemas sociais. É representante terreno deste espírito. Outra forma é a espiritualidade militante. Estes, pela força da fé apegam-se aos problemas sociais e buscam soluções pelas contradições. Querem a igualdade e a fraternidade entre as pessoas, mas buscam atacar as causas econômicas e políticas dos problemas. Passam por todas as dificuldades, prisões, torturas e não desistem.

Há exemplos diversos na história de lutadores que, motivados pela fé, transformaram a justiça em causa política e entregaram a vida para alcançar este fim.Nas lutas de milhares de camponeses, percebe-se que, junto com a rebeldia estão as crenças religiosas. São valores culturais que ajudam a fortalecer a luta de classes.

2° – O sentido das ciências políticas

Nas ciências políticas podemos encontrar algo próximo do que significa a mística, mas é tratado com outro nome que se chama CARISMA.

Por esta visão, as pessoas agem porque, além da motivação, possuem características, habilidades e convicções. Morrem se preciso for para defenderem aquilo que acreditam. É uma forma diferente de perceber esta força estranha. O carisma também tem manifestações inexplicáveis e também é rodeado de mistérios. Por exemplo, por que alguém se mantém firme na

luta e outros não? Por que uns tem habilidades naturais e não as usam como por exemplo, falar em público? Por que alguns militantes ao entrarem na política institucional não se corrompem e outros sim? Por que em alguns, destacam-se qualidades que os levam a serem as lideranças?

São manifestações que a ciência não explica na totalidade, por que algumas pessoas atraem mais que as outras? Muitas possuem a capacidade de chamar a atenção de seus ouvintes quando falam, que mal conseguem sentir o tempo passar? Já outros, ouvi-los é um grande sacrifício. É o carisma que se diferencia de um para outro, mas também pode ser entendido como algo inexplicável, razões especiais etc.

“As habilidades ou o carisma, que se destacam mais em uma pessoa do que em outra, escondem o mistério de saber fazer naturalmente, aquilo que, mesmo querendo, outros não conseguem”(2).

Sendo assim, as diferenças das habilidades individuais ao invés de se constituírem em um problema, tornam–se grandes soluções, pois nos fazem encontrar um lugar na luta de classes para colaborar com ela. Nos ajuda também a perceber que a força está na coletividade e somente com ela conseguimos alcançar os grandes objetivos.

3° – O sentido filosófico e da valorização cultural

Aqui a mística é a própria existência. Nasce da vida, das formas de trabalhar, se organizar, conviver, lutar etc. Cada grupo social tem as suas manifestações culturais; uns são mais alegres, outros são mais contidos, mas todos vivem a memória de seus antepassados; desenvolvem valores e acreditam na continuidade da vida, por isso preservam o ambiente como o berço de todos os nascimentos.

Os movimentos sociais resgataram este sentido da mística e o trouxeram para a prática política. A luta de classes tornou-se um lugar de convivência, admiração e esforço coletivo. Lutar faz parte da existência como o trabalho ou a festa. Por isso é que, cantar na festa de aniversário e cantar na luta, nos enfrentamentos sangrentos, não há contradição. Encenar os problemas da vida e imaginar soluções, faz parte da capacidade misteriosa de cada ser humano, onde cada qual demonstra os sentimentos e as habilidades de seu jeito.

Acreditar no futuro é saber aliar-se no presente com aqueles que acreditam nas mesmas coisas para que este futuro não corra riscos.

De qualquer forma, a mística é esta força calorosa que temos dentro de nós. Assim como o corpo precisa de uma certa temperatura para permanecer vivo, os sentimentos precisam de vigor, energia, para continuarem quentes. Quando alguém morre, sabemos que muda sua identidade porque seu corpo esfria. A mística é o calor que o ânimo precisa para continuar quente.

3. A MÍSTICA NA MILITÂNCIA

Olhar para alguém desanimado é o mesmo que querer jogar futebol e ver que a bola está vazia. O ar que está dentro da bola é quem a faz dar os saltos quando posta em movimento. A energia que está em cada militante, é a razão de seu ânimo. Sem energia revolucionária os poderosos triunfam sem esforço. Com energia na militância, os poderosos não triunfam nunca na totalidade, pois, mesmo nas derrotas, sempre resta uma chama acesa para iluminar o caminho da grande luta que será um dia vitoriosa em todos os lugares.

A militância é mais do que uma tarefa ou um cargo que assumimos na organização; é uma paixão. Por isso é que não importa o tipo de ação, pode ser uma atividade na produção que alguém faz, um combate na guerrilha, o preparo de um almoço para a reunião de base. O que move a força e a torna útil, é a paixão que cada um tem dentro de si. Os mercenários agem por dinheiro e por isso precisam trair o grupo a que pertencem, mas perecem facilmente, desanimam e desistem.

A paixão se torna convicção e, quanto mais se faz, mais se quer fazer. Quanto mais se entra na luta, mais se quer seguir em frente. É uma força que não deixa parar.

Quem está apaixonado já não vive para si, mas para aquilo que se apaixona. Cuida-se, veste-se, prepara-se para encontrar-se com este motivo vivo e consciente que arranjou para si.

Militância é praticar a liberdade de forma apaixonada. É querer ser livre, mas não sozinhos. A busca da liberdade individual é uma aventura que termina mal. Um ser livre só se realiza se encontrar outro ser livre. Não pode haver felicidade, se no relacionamento, um é o senhor e o outro é o escravo. Se um é o patrão e o outro é o empregado. Se um é o dirigente e o outro é o dirigido. É por causa desta busca da igualdade que existe a militância. Todas as tarefas e funções são importantes.

Quando vemos militantes entregando a vida para que seja utilizada em favor do bem comum, estamos diante de pessoas de espírito superior.

4. S SINAIS INAIS DA MÍSTICA

Vejamos pelo texto seguinte, como a mística passeia por todos os sentidos.

“Mística é um sentimento que passeia delicado e lento por dentro de nosso coração. Como se tivesse mãos, coloca o ânimo em cada pensamento. Mexe no comportamento, no jeito de andar, falar e sorrir; é a força que nos faz sentir, prazer e arrependimento.

Quem tem mística está sempre crescendo. A cada dia sente-se renascendo nas coisas que vai realizando. Seja na base ou no comando, a mesma energia se manifesta, como a alegria em uma festa, instiga quem está participando.

Mas a mística não é só bondade, ás vezes se serve da ansiedade e angustia o corpo inteiro. Como uma chama no candeeiro que bebe o líquido que está dentro, provoca todos os talentos e esgota as capacidades. Desafia as habilidades para enfrentar certos apuros, nos cobra para sermos mais maduros diante dos acontecimentos.

As vezes se confunde com paciência, penetra fundo na consciência e nos convida a esperar. Nos pede para irmos devagar para não estragar tudo, mantém a emoção a flor do couro cabeludo e excita os olhos a chorar.

Para alguns a mística é simples emoção, para outros é dedicação; depende da convicção que se tem com a causa objetiva.Manifesta-se de forma desigual, frágil quando é individual, forte

quando é coletiva.

A diferença a se comparar, está na capacidade de sonhar. Embora alguns sonhem sem nada edificar, há os que vão os sonhos construindo. Os dois lados andam juntos e separados, são os ativos e os acomodados. Os primeiros sonham acordados, e os demais sonham estando dormindo.

Assim fazem-se os edificadores; homens e mulheres em plena construção, que sentem, choram, vibram e correm, mesmo dispersos na mesma direção.

A mística empurra quem procura. Não deixa desanimar. Mesmo na exaustão de procurar ela incentiva a tentar mais uma vez. Até na hora que estamos desistindo, aparece e como a flor se

abrindo, nos traz um sentimento de honradez. Com sua energia plena, nos diz que tudo vale a pena.

A dúvida durante o caminhar é natural que exista. A mística nos faz acreditar que há outro lugar além deste que alcança a vista. Mas, cuidado, a mística também pode morrer, é só deixar de crer, de gostar e de querer.

Vive em nós enquanto há ânimo e curiosidade, como para ver nascimento. Faz-nos sentir que o tempo passa lento quando temos pressa, ou rápido demais quando está boa a conversa. Querer ficar e ir ao mesmo instante; estar próximos e em seguida bem distantes, mantendo sempre a lealdade na saudade submersa.

Mística não é um teatro, é atitude! Mantém a energia da juventude, mesmo quando envelhecemos por fora. É como o tempo que ultrapassa as horas e desrespeita a lógica dos ponteiros. Ela é a razão que nos faz ser herdeiros e herdeiras, de sonhadores que nunca foram embora.

Sem mística pode-se andar, dar passos, mas nunca sentir o prazer de um forte abraço; porque, é certo, real e verdadeiro que, para andar sozinhos basta ter duas pernas, para lutar e amar precisa dispor do corpo inteiro.

A mística enfim é uma força crítica, que nos ajuda na prática política a garantir o rumo e a unidade. Mas, de nada vale querer o socialismo, se não cultivarmos o companheirismo, a alegria e a afetividade” (3).

5. O COMPROMISSO DA MÍSTICA MÍSTICA

O ser humano além de todas as suas características, é altamente apaixonado. E por ser apaixonado, um ser que sofre e se sacrifica conscientemente para modificar o rumo dos acontecimentos. Isto porque, o ser humano é dotado de uma capacidade superior a dos animais. Ele tem a imaginação como força especial que o move para frente.

“O que distingue o pior arquiteto da melhor abelha é que ele consegue figura na mente a sua construção antes de transformá-la em realidade”(4). De imediato podemos concluir que:

a) O ser humano pode prever o que irá produzir.

b) Fazer é antes figurar na mente com responsabilidade o objetivo que nos propomos a construir.

c) As diferentes imaginações levam a diferentes fazeres por isto é importante respeitar princípios e programas.

d) Entre os seres humanos, os fazeres são diferentes porque os interesses e as motivações são diferentes.

Isto nos diz que, na luta de classes, as habilidades individuais podem ser diferentes, mas os interesses e objetivos devem ser únicos, para que a luta contra os inimigos seja vitoriosa.

Por isto dizemos que, as motivações devem estar voltadas para a causa. Mas as motivações podem ser diferentes, depende do projeto e dos seus condutores. Se não vejamos:

1 – Motivações condicionadas

O que condiciona o comportamento social é a estrutura da própria sociedade. Cotidianamente somos movidos por uma força estranha que está fora de nós, a qual Marx chamou de FETICHE. Este nada mais é que a personificação das mercadorias ou a coisificação das pessoas que ficam “enfeitiçadas” ou temerosas diante das mercadorias ou instituições.

Você já se perguntou por que vemos as instituições do Estado e nos submetemos a elas como se por si só tivessem uma força de controle? Por exemplo: o que sentimos quando passamos por uma delegacia, uma igreja, uma escola, um hospital, um cemitério, um mercado, uma propriedade rural?

Propositalmente estas motivações já estão orientadas para serem assim em cada ser social, isto porque:

a - Pensamos sobre o pensado. As estruturas já foram pensadas para serem assim. Cabe, no dizer da ordem, respeitá-las como são.

b - Quem determina quem somos e como devemos agir, é a força principalmente do capital. Através dele se estabelece a divisão social do trabalho, dando nome e profissão aos diferentes fazeres. Assim, alguém pode ser o José, mas passa a ser conhecido, devido o ofício, de pedreiro. A função social nos condiciona a pensar e a sermos pelo que fazemos; assim o lixeiro “não pensa”. Professor não carrega lixo, nem varre a rua.

c - As funções sociais se orientam pela moral social e levam a determinados comportamentos sociais que reforçam o machismo, o preconceito, o centralismo etc.

2 - Motivações de mudanças

As motivações para as mudanças sociais alimentam-se da causa crítica que temos. A causa por sua vez torna-se consciência na medida em que vamos edificando o projeto.

Há momentos em que as causas perdem o sentido porque estagnamos na consciência. Deixamos de acrescentar conteúdo e as contradições vão desaparecendo das análises.

A mística precisa da causa e da consciência. Sem elas não há compromissos. Não há razão de lutar. Não há permanência de projeto. Não há persistência das práticas. Também não haverá coerência nos comportamentos.

Motivar é incendiar as consciências com o fogo da revolução. É pôr vigor nas ações para que elas sejam maiores que a própria força.

Cada momento precisa ser motivado. A história da humanidade é feita de saltos de quantidade e qualidade. Às vezes estes saltos levam séculos para acontecerem. Mas ninguém luta em vão. As forças revolucionárias têm a função histórica de espalhar sementes. As colheitas podem ser feitas pelas gerações que vêm depois. O ciclo da vida individual é muito curto para querer plantar e colher ao mesmo tempo as revoluções. Quando estas acontecem, com certeza, foram iniciadas por gerações antecedentes.

A motivação é a vontade de viver outro momento fora do qual vivemos. Viver para além de si. Viver outro tempo. Queremos sempre fazer parte do futuro, mesmo que pareça tão distante. Quando o tempo demora a trazer as realizações, a única maneira de fazermos parte do futuro é fazermos bem feito no presente, para que, aquelas gerações que lá viverem tenham saudade do passado vivido por nós.

Como conclusão podemos dizer que a mística é esperança. Apesar das contradições algo será parecido com aquilo que imaginamos no futuro.

Quem luta deixa através das impressões digitais, os seus desejos não realizados, para as gerações que vem. Neste sentido, a esperança é mais do que um sentimento é uma causa a ser construída. Cada grupo, cada classe, cada povo a seu modo, em cada tempo, faz a sua parte. A parte que nos cabe é viver e fazer neste tempo aquilo que dará condições de vida para as gerações futuras. Vivemos a serviço delas. Que elas não se envergonhem de nós, mas, ao contrário, exaltem no futuro, com alegria as gerações passadas, que preparam com amor o lugar onde deveriam viver seus descendentes.

Palavras-chave

sistema de valores


, Brasil

dossiê

Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra do Brasil

Notas

Esse texto de Ademar Bogo, membro da coordenação nacional do MST, foi preparado para a V Conferência Internacional da Via Campesina realizada em 2008 em Maputo, Moçambique. Nele são apresentadas as interpretações da mística, suas formas diversas, seus significados e sua relação com a organização social e a militância.

Fonte

1- BOFF, Leonardo. Ecologia mundialização espiritualidade. São Paulo; Editora

Ática. 3a, ed. 2000.

2 - BOGO, Ademar. O vigor da Mística MST. São Paulo. 2000 p. 39

3 - BOGO, Ademar. Cartas de Amor.

4 - MARX, Karl. O capital. São Paulo: Bertrand Brasil. 15a, edição. 1996. pg 202

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